Quarta-feira, Abril 9

The Speewah - Fila Brazillia

A Lomyne me incumbiu de uma "tarefa virtual" = corrente. A primeira parte eu fiz: elencar 5 livros - 4 bons e um não tão bom assim - e tecer comentários. Ou seja, ela me fez ir até à minha estante empoeirada olhar meus livros q há muito não visito para tentar pinçar algumas referências. Confesso q foi bom, pq encontrei alguns lá q ate deu vontade de reler e outros q não terminei. A segunda parte que era indicar mais cinco pessoas pra fazerem o mesmo vou deixar pra lá, tá? Mas quem quiser, fique à vontade.

segue o resultado da brincadeira:

Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll
Um divertido nó na cabeça que faz tudo parecer mais claro, fluido e cheio de sentido.

Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, Clarice Lispector
Tântrico. Traz à tona sentimentos tão íntimos q chega a ser indecente falar deles.

O Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde
A desgraça da alma humana numa lata de deliciosos biscoitos finos. Só se deleita quem aceita e educa a própria maldade.

Agosto, Rubem Fonseca
O comissário Mattos pode ter mau hálito, mas tem charme mesmo em tempos de ditadura, golpes e podridão.

Café na Cama, Marcos Rey (não tão bom assim)
Entretenimento de luxo que fala de putaria. Bem escrito e cheio de suspense.

Domingo, Abril 6

War - Edwin Starr

eu choro vendo filmes. choro vendo novela, série, desenho animado e até em propagandas.
mas recentemente tenho notado algo estranho nessas minhas lágrimas de crocodilo. é que não raras vezes me flagrei chorando em cenas de guerra.
e não é por pena dos coitados que morrem. é por causa da valentia das pessoas.
é o mesmo tipo de emoção cafona que dá quando a gente escuta o hino nacional, sabe?
quanto mais grandiosa, caótica e difícil a batalha, mais fico emocionada. acho bonito.
e pode ser em filme bom, pode ser em filme ruim. pode ser batalha medieval, espacial ou virtual. to lá eu chorando.
alguma relacao com as pinturas de guerra q tenho no braço?
nao sei, será?
só sei q só essa semana já chorei vendo senhor dos anéis - o retorno do rei, matrix e matrix revolutions. sem contar as inúmeras vezes q já chorei vendo a série galactica que, aliás, começou sua quarta temporada esta semana.
vai entender...

Quinta-feira, Abril 3

Stronger - Kanye West

não sou muito de ver tv. porém, este ano tenho dado mais atenção à telinha, a ponto de criar a rotina de assistir à série "Eu, a patroa e as crianças", no sbt, pontualmente às 21h10, qse todos os dias.

eu já tinha ouvido muita gente reclamar da programação da emissora, que tem fama de trocar horários a torto e a direito e até retirar programas do ar sem prévio aviso. mas eu nunca tinha me sentido afetada por isso.

hoje foi o dia:

cheguei do trabalho afim de relaxar, tomei meu banho, fiz meu cachorro-quente, liguei a tv bem no horário de começar o episódio, exatamente como fiz ontem e... cadê?

to procurando até agora...

Segunda-feira, Março 17

Rock The Casbah - The Clash

hoje concluí a minha primeira música feita no curso de produção.
eu ia aqui tentar explicar tecnicamente pq esta música nova tem menos efeitos e firulas que as que eu fazia antes do curso, num outro software.
mas em resumo é assim: antes, eu só montava e temperava os pratos com os alimentos já processados.
agora, estou aprendendo a fazer as compras, escolher, lavar, descascar, cortar e cozinhar.
por isso, no começo, sai só o feijão com arroz mesmo.
hehe
(acho q escolhi essa metáfora pq tb hoje inventei de fazer um escondidinho no almoço)

quem quiser conferir o resultado do mexido pode clicar aqui!
dou um doce a quem reconhecer duas músicas que sampleei!
quem descobrir três leva o dobro.

Sábado, Março 15

Everything's just wonderful - Lily Allen

por muito tempo, mais de anos, enrolei para mandar a vitrola herdada de minha avó para o conserto.
mas esta semana ela foi.
e já voltou!
por enquanto, só tenho um vinil: porgy and bess, da ella fitzgerald e louis armstrong.
mas pretendo aumentar a coleção aos poucos.
e torná-la também mais animada.
hj dei uma voltinha na praça benedito calixto, para dar uma olhada...
qse trouxe pra casa o fresh do sly and the family stone. mas tava R$ 40
nao achei bom comercar pagando tanto...
mas vou cozinhar a idéia. quem sabe?

Quarta-feira, Março 5

Funkadelic - Maggot Brain

o que faz você gostar de uma música primeiro?

a melodia?
o ritmo?
o arranjo?
a letra?
o clima?
o estilo?
a originalidade?

estava conversando sobre isso outro dia com um colega meu... ele, por exemplo, diz que não consegue gostar de uma música se não for uma criação original. "se for cópia de alguém eu já não gosto". e explicou até com frases bonitas seu ponto de vista de que a música deve ser pensada, trabalhada. as músicas que ele mais gosta, diz, são aquelas que quanto mais ouve, mais percebe detalhes diferentes, originais, que escondem uma intenção... não importa o estilo.

- mas essa é uma forma muito racional de gostar de música, rebati.

"mas o lado racional é o mais importante", ele respondeu. "é o que completa a arte. é o que dá sentido", disse juntando as mãos com os dedos entrelaçados, formando uma bola.

fiquei meio sem resposta na hora, porque talvez não soubesse exatamente explicar o porquê de gostar... afinal, pra mim, gostar sempre se tratou de um sentimento.

mas eu refleti sobre o assunto e descobri algo um tanto quanto óbvio, mas que cabe dizer aqui, que as pessoas têm relações diferentes com a música. isso tem a ver como tudo, desde as referências de cada um, memórias, sensibilidade e até características físicas, como ter ou não um ouvido afiado.

no meu caso, posso dizer que a relação com a música passa do emocional, é algo visceral. é algo que não apenas tem q "bater" em mim, pra eu gostar. tem q provocar reação física, tem que ter um troço qualquer que mexe lá dentro (podem fazer piada com isso, eu deixo), dar um frio na barriga. e isso pode ser provocado por qualquer parte da música, ou por ela toda. essa coisa de ser original, genial é importante também, mas eu percebo depois. me ajuda a aprofundar a relação com ela. dá um gosto a mais, mas dificilmente é o que cativa.

engraçado que, ao me observar apreciando música, aos poucos percebo algumas "pegadas" fatais para mim. uma linha de baixo groovada, por exemplo, costuma me pegar de jeito. normalmente é o que me faz achar uma música sexy. mas esse é um capítulo à parte que, prometo, escrevo sobre ele depois.

Quarta-feira, Fevereiro 27

Can't Take My Eyes Off You - Frankie Valli

surfando pelos blogs afora constatei algo q fazia tempo não notava.
os homens se apaixonam!
ainda hoje!
é raro, meninas, mas acontece.

ao ler os comentários do namorado de uma amiga no blog dela, ri sozinha (não de sarcasmo, mas por achar meigo).
eram mensagens amorosas q soavam bem verdadeiras.
ele escreveu em inglês, talvez, pra tentar disfarçar o quanto está derretido. mas não disfarçou.

legal, alguém podia catalogar essas coisas, pra no futuro acreditarem q o amor existiu.

Terça-feira, Fevereiro 26

Beastie Boys - Sure Shot

eu andei uns dias afastada daqui, mas volto com novidades quentíssimas.

finalmente alguém reconheceu meu vastíssimo potencial musical e me convidou para participar de uma banda...

pra fazer oq???

tocar teclado com apenas dois dedos e gemer nos vocais!
hauhauhauha
legal q eu não vou precisar fazer as duas coisas ao mesmo tempo.

é lógico q eu aceitei.

o convite veio do meu professor de producao musical.
a banda é esta!

Quarta-feira, Fevereiro 20

We've only just begun - New Cool Collective

segunda adolescência, eu disse.
é uma grande confusão.
hoje eu tremi.
de fome? de medo? de tanta coisa?
é hora de reescrever
na minha cabeça, que vontade de andar sem parar.
não pra fugir.
mas para estar em movimento.
eu iria até o trabalho a pé.
até a minha cidade.
até aparecer lá no horizonte.
lembrei de forrest gump.
se assistisse ao filme naquela hora, chorava.
chorei só de imaginar, imagina se vendo mesmo?
mas em vez de andar, peguei o lotação e vim
é muita coisa para reescrever
para juntar, separar e apagar
mas nesse papel tão jovem, branco e sem linhas
que me apareceu
quero escrever uma outra história
leve e macia
bem diferente de todas que conheço
assim, espero, paro de tremer.

Segunda-feira, Fevereiro 18

Paisagem da Janela - Lô Borges (II)

não sei se todo mundo é assim mas, às vezes, a gente cria uns preconceitos. eu digo cria, pq é algo q é muito nosso, q a gente cuida, alimenta, e tem até uma certa estima por eles. por exemplo: tenho preconceito com mpb. não aprecio chico, elis, tom, nem caetano, mas não é só não gostar deles. eu gosto de não gostar deles e isso é algo q dificilmente vou mudar. pq é meu!

não vou entrar aqui em discussão sobre as minhas razões para não gostar. simplesmente essas músicas não dialogam comigo e me irritam até certo ponto.

o problema é q, por ter preconceito, acabo ignorando outros artistas contemporâneos a eles. alguns, nem sinto falta, mas tenho noção q esse é um filtro mal calibrado q me faz perder muita coisa pelo caminho.

perceber isso é legal. e qdo a gente consegue limpar o preconceito, saber diferenciar oq tem ou não a ver com nosso gosto pessoal e o q tem ou não a ver com implicância, algo muda.

porém, pra todos os efeitos, eu ainda sou uma pessoa q olha enviesado para hippies, apesar de ter viciado no disco clube da esquina nas duas últimas semanas.
:P

Paisagem da Janela - Lô Borges (I)

making of

quem visita este blog e já experimentou clicar nos títulos dos posts (q sempre são nomes de músicas) sabe q será redirecionado a um selecionadíssimo vídeo no youtube.

pois bem, na busca pela música de hoje, deparei-me com um vídeo em que aparece um amigo de faculdade, o Sal, da banda Grandprix, fazendo um cover da canção em questão!

Bela surpresa (tá meio desafinadinho, mas passa)! :P

Sal, há qtas eras, hein?

Saiba q de uma coisa nunca vou me esquecer: o antológico pout-pourri de "Encontrar alguém", do J. Quest, "Totalmente Demais", do Hanoy Hanoym, e "Got to be Real", da Cheryl Lynn, q vc cantava nas saudosas sextas culturais.

Domingo, Fevereiro 17

In The Waiting Line - Zero 7

hoje quero falar só de coisinhas:

- minha mãe está fazendo uma panqueca, q pelo cheiro maravilhoso q sinto daqui do quarto deve estar uma delícia.
- o vizinho de cima da casa da minha mãe cantou a manhã inteira músicas de divas americanas com um vozeirão de frank sinatra.
- ir a uma boate gls ajuda a sair rápido de um estado de choque: vc pode dançar louca, solta e desvairada no meio de um monte de homem gostoso sem eles acharem q vc está dando mole.
- vai vir uma pancadona de chuva pra lavar tudo e o vento q está entrando agora pela janela está uma delícia.
- ressaca é um estado passageiro.

Sexta-feira, Fevereiro 15

Inside and out - Feist

faz de conta q estou casada há sete anos e arranjei um affair. um affair bem parecido com o q sempre procurei pra mim, diferente da pessoa com quem casei. agora estou testando...
conforme for o romance, ou eu deixo o casamento ou assumo o matrimônio de vez sem reclamar mais e faço até novos planos dentro dele.
no começo dessa aventurinha, bem no comecinho mesmo, achei q pudesse ser algo passageiro, da minha cabeça, ilusão.

mas não é q agora fez um plin?
acho q vou promover o affair a amante...
oq acham?
e quem sabe, criar coragem para um divórcio.

ahhh
o affair é o meu curso de produção musical.

Quarta-feira, Fevereiro 13

Parabólica - Engenheiros do Hawaii

"quanta gente enganada!" é o jargão q minha amigona mariliz uma vez criou para descrever aquelas pessoas que têm fé em algo q todo mundo sabe q não vai pra frente.

pois, quanta gente enganada eu tenho notado ultimamente! enganada principalmente sobre suas próprias convicções. saem por aí falando merda atrás de merda acreditando no q falam e, pior, fazem outros acreditarem tb e reproduzirem a merda.

outro dia eu tava andando pela francisco matarazzo. e ultrapassei dois casais com idade em torno de 50 anos q pelo papo não eram de sp. uma mulher fez uma pergunta qualquer sobre a fábrica dos matarazzo. e um dos caras cinquentões respondeu com toda "catiguria" e segurança de um historiador especializado uma sequência de baboseiras. e a mulher só respondia: "nossa, é mesmo? q interessante"

a imagem q me vem à cabeça sobre isso é um castelo enorme feito de pequenos alfinetes longos e superfrágeis. um sustenta o outro q sustenta o outro e o negócio fica tão grande q outras coisas mais pesadas vão se construindo em cima. só q em vez de a coisa toda se desmoronar, aos poucos vai se solidificando, como o calcário dos recifes de corais. depois de um tempo, fica uma bela merda gigante e consistente, e começam a chamá-la de "verdade".

essa coisa é tão arrebatadora q ninguém escapa. ahhh certamente eu nao percebi, mas já dei a minha contribuição para o castelo. e vc tb!

a seguir, outro cara famoso q faz isso todo dia e ainda ganha dinheiro pra isso:
(pule a pergunta de meia hora q o mafra fez durante a campus party. :PPPP e vá direto na resposta)

Domingo, Fevereiro 10

Harder Better Faster Stronger - Daft Punk

tenho a impressão de que a mesquinharia derruba as taxas de velocidade de download.
minha teoria: muita gente não quer dar mais do que receber e por isso libera total a taxa de download, mas limita sua preciosa velocidade de upload. bonito, né?

por quê? pelo medo besta de ficar em "desvantagem".

cheguei a essa conclusão qdo notei q é muito comum um mesmo cara puxar meus arquivos com velocidade em torno de 30 kbp/s ou mais e mandar de volta a no máximo 10 kbp/s, às vezes 5 kbp/s.

pode ser coincidência ou podem me dar alguma outra explicação q eu não vou acreditar. pq eu mesma, qdo notei isso, tive o sórdido impulso de colocar limite tb. fiz isso de birra por alguns minutos, depois liberei tudo de novo qdo caiu a ficha de que essa babaquice poderia ser a causa da lerdeza do meu, do seu e de outros downloads pelo mundo afora.

Quinta-feira, Fevereiro 7

Billy Jack - Curtis Mayfield

sabe oq?

a gente se ilude fácil mesmo, né?
a gente acredita no que dizem
a gente faz planos em cima do que dizem
a gente enche o peito na queima de fogos com toda a certeza do mundo de que 2008 será O ANO
"Ah, dessa vez, vai!"
a gente bota a maior fé que promessas de mudança serão cumpridas
(mesmo com todo o histórico provando o contrário)
na verdade, a gente no fundo espera que essas mudanças sejam verdadeiras revoluções
a gente acha que alguém, enfim, enxergará nosso valor
a gente assume compromissos contando com as provisões futuras
e a gente vai q vai confiante nesse "feeling" até não se decepcionar. de novo.

acaso seria esse um dos preços que se paga por ser "branco"?

ontem, na tv cultura, vi de relance um documentário sobre uma tribo indígena.
um trecho em que os índios se reuniam todas as noites para assistir tv.
o interessante é que apenas alguns tinham noção de que nem tudo o q se passava na tela era realidade. para a grande maioria, as cenas dos filmes e novelas eram verdadeiras.
bobos eles, ou bobos nós?
diante do choque entre a nossa percepção do que é realidade e a deles, um índio disse:
- a gente percebe que o homem branco vive muito na ilusão.